dsci03065

Anúncios

NE/Convergências – video

NE/convergências é destaque em vários portais da cidade do Natal.


TN online – Jornal Tribuna do Norte


As novas experiências da arte


25/03/2009 – Tribuna do Norte

O encontro NE/Corvergências, que integra a Rede Nacional Funarte Artes Visuais, movimentou ontem a Casa da Ribeira com uma boa discussão sobre o panorama do segmento no Brasil – sobretudo no Nordeste. Cerca de 100 pessoas compareceram no primeiro dia para acompanhar as palestras do artista paraibano José Rufino, de Beth da Matta – diretora do Museu Murillo la Greca em Recife – e o baiano Cristiano Piton, do Coletivo GIA.

“A intenção é aproximar as pessoas e proporcionar aos artistas de Natal o contato com experiências que se aproximam da excelência. O interessante desse encontro é que não estamos buscando uma arte regional e sim propondo o mergulho no contexto global”, informou Gustavo Wanderley, coordenador da iniciativa em Natal e um dos diretores da Casa da Ribeira.

Na tarde de ontem (terça), segundo Wanderley, os convidados participaram de uma rodada interna de debate para traçar metas e ações: “Nessa atividade teremos a participação de Everardo Ramos, do Centro de Artes Visuais da Funarte. Amanhã (hoje, quarta) teremos nova rodada”.

A TRIBUNA DO NORTE esteve no debate na manhã desta terça e aproveitou para questionar a velocidade com que o cenário se altera: “Antes havia toda uma maturação, hoje praticamente não existe tempo para esse tempo. Tudo está muito rápido”, disse Rufino durante sua explanação.

Questionado sobre a afirmação Rufino esclarece: “Até bem pouco tempo o artista tinha que ter noções de pigmento, tinta, mistura… tinha que estudar e conhecer os materiais para dar forma à sua criação. Hoje, com o advento dessa comunicação expressa, a relatividade do tempo tornou-se elemento secundário no amadurecimento artístico”, explica.

O baiano Piton complementou: “Apesar de nossas obras serem despojadas, temos toda uma preocupação com a forma, a aplicação e o resultado, mas o método está – realmente – mais flexível. O amadurecimento continua acontecendo, mas ele corre paralelo à própria produção artística”, garante.

A programação do  NE/Convergências prossegue nesta quarta, a partir das 9h, no teatro da Casa da Ribeira, com palestras de Jacqueline Medeiros (CE) – artista e coordenadora de artes visuais do Centro Cultural Banco do Nordeste -, Sanzia Pinheiro (RN) – professora, crítica e coordenadora do Núcleo de Artes Visuais da Capitania da Artes e do Projeto Fermentações Visuais, e Marta Penner (PB) – artista e professora. O evento faz parte do projeto NE/Convergências.

Nominuto.com – Jornal Nasemana


23/03/2009 – Nominuto.com


Artistas e críticos discutem artes visuais nordestinas


Evento, terça e quarta-feira, na Casa da Ribeira, terá participação de nomes da Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Ceará e Bahia.

A Casa da Ribeira vai reunir artistas e críticos de artes visuais do Rio Grande do Norte, Ceará, Pernambuco, Bahia e Paraíba no evento NE/Convergências, terça e quarta-feira (24 e 25).

O NE/Convergências, iniciativa da Casa da Ribeira em parceria com a Funarte, Ministério da Cultura e Governo Federal, integra a Rede Nacional Funarte Artes Visuais, e consiste na promoção de “diálogos” entre artistas e críticos sobre as artes visuais do Nordeste.

O evento será na Sala Cosern de Teatro. Cada convidado terá 30 minutos para exposição de suas experiências. Em seguida, os mediadores abrirão para os questionamentos do público presente.

Dn Online – Jornal Diário de Natal


NE Convergências discute artes visuais na Casa da Ribeira

25/03/2009 – Dn online, Por Sérgio Vilar

Se a arte é a busca pela compreensão da realidade ou ‘‘uma maneira de lidar com o tempo’’, como pensa Thereza Salazar, Natal tem procurado se achar e posicionar neste contexto múltiplo e dinâmico da arte para recuperar o tempo perdido e mostrar sua cara pintada de jerimum ao Nordeste. Desde a segunda-feira as artes visuais têm sido foco de discussão na cidade. Ontem a Casa da Ribeira promoveu um encontro de articuladores em artes visuais. Reuniu bom público. Na segunda, a Funcarte iniciou canal aberto quinzenal com artistas. E o Rumos Itaú Cultural também insere hoje o assunto na pauta.

Os convidados do NE Convergências ocorrido ontem na Casa da Ribeira são artistas plásticos e gestores de alcance nacional pelas ações ou obras produzidas. A intenção foi mostrar experiências de sucesso aos fazedores de artes em Natal e interessados. Mais do que isso: iniciar uma rede de articulação entre os artistas potiguares, ainda ínfima, e que tem barrado a projeção da arte visual potiguar fora dos muros da jerimulândia.

O paraibano José Rufino tem várias exposições importantes em centros culturais do Brasil e do mundo. Segundo ele, a arte visual local ‘‘começa a ser perceptível, o que há poucos anos sequer era reconhecida’’. Rufino – um dos sete palestrantes – o poder de articulação dos artistas potiguares como atrasado. ‘‘O Nordeste já é isolado do resto do Brasil, e o Rio Grande do Norte é mais ainda. Há uma rede de articulação estreita entre Paraíba e Pernambuco e queremos promover esta integração com o RN’’.

Rufino aponta a falta de galerias, presença das artes visuais em eventos, carência e espaços expositivos e políticas públicas voltadas às artes visuais contemporâneas como motivos para esta inércia ou desorganização da arte potiguar. A opinião é corroborada pelas duas palestrantes pernambucanas convidadas. A crítica de arte Clarissa Diniz foi enfática: ‘‘Os artistas de Natal precisam mostrar mais a cara. Os acho muito inseguros. E nada melhor que uma integração maior para fortalecer esse movimento’’.

O coordenador da iniciativa, Gustavo Wanderley, afirmou que o NE Convergências foi articulada para facilitar possíveis conexões entre as diferentes facetas das artes visuais produzidas em Natal. ‘‘São convidados que se aproximam da excelência no que realizam sem necessariamente buscarem um regionalismo, uma arte nordestina’’. E completou: ‘‘São iniciativas distantes de um discurso pouco producente entre dicotomias, como centro versus periferia. Iniciativas que estão distanciadas de lamentações’’.

Mesmo protagonistas ativos da cultura potiguar de outras searas, como o produtor musical Anderson Foca se fizeram presentes no evento. ‘‘São discussões interessantes; pessoas de outros estados mostram realidades diferentes e iniciativas de sucesso. E como também temos trabalho voltado á produção de áudio, com produção de vídeos para músicas com o DoSol TV, talvez possamos aprender alguma coisa nesse sentido’’, estimou.

A programação- dividida em duas manhãs prossegue hoje, com início às 9h na Sala Cosern de Teatro, na Casa da Ribeira. As inscrições são gratuitas. Os convidados que integram o evento também participarão, à tarde, de novo encontro para refletirem sobre artes visuais no cenário do Nordeste. A iniciativa do encontro é da Casa da Ribeira em parceria com a Funarte, Ministério da Cultura e Governo Federal.

A pernambucana Beth da Matta é diretora do Museu Murillo La Greca, em Recife. O Museu existiu durante 25 anos distante das políticas públicas ou visitação. Beth empregou a sensibilidade artística na gestão e conseguiu repercussão nacional de suas ações. Os projetos são muitos. Como o Amplificadores cujo propósito prevê curadorias coletivas e ajudou a aglutinar artistas e diretrizes para políticas públicas voltadas às artes visuais de Recife.

O projeto Jovem Crítica também é sucesso. Simples convites para jovens críticos elaborarem textos reflexivos, positivos ou não, a respeito das obras expostas no museu renderam excelente repercussão, embora tenha criado alguma indisposição com a Fundação de cultura do Estado de Pernambuco após críticas negativas a respeito do espaço ou das obras, e também com alguns artistas. ‘‘O artista reclama da falta de crítica, mas não lida bem com ela’’, comentou Beth.

Portal em manutenção

Em breve o Brasil Convergências  no ar

lab

 ideias